Solar térmico: entre o alumínio e o plástico 08/04/2015

Solar térmico: entre o alumínio e o plástico 08/04/2015

Solar térmico: entre o alumínio e o plástico

Na comparação entre alumínio e plástico, este último sai a ganhar. Isto, pelo menos, no que diz respeito a custos e desempenho ambiental de painéis solares térmicos, segundo uma equipa de investigação do instituto Fraunhofer, que comparou colectores planos com colectores de polipropileno extrudido, ao longo do ciclo de vida dos produtos. A análise dá conta que os colectores de plástico podem representar poupanças de 50% só na fase de produção, quando comparados com colectores tradicionais de alumínio. O projecto ExKoll do Fraunhofer, no âmbito do qual decorreu esta investigação, concluiu ainda que colectores de polipropileno extrudido podem ser fabricados por 25 euros, um custo cerca de 20% menor do que o dos colectores planos. Os resultados da comparação a nível económico podem ser “particularmente interessantes para empresas que já produzam plásticos e que queiram ampliar a sua oferta para incluir colectores”, explica a equipa de investigação, em comunicado. Em paralelo, os impactos ambientais de polímeros e do alumínio são bastante díspares. “Os resultados  da comparação mostram claramente que colectores de polímero têm um impacto ambiental mais reduzido do que colectores planos tradicionais comparáveis”, argumenta o responsável pelo projecto ExKoll, Michael Köhl. O que se traduz em diferenças no desempenho ambiental na ordem dos 65%, indica o estudo. Com financiamento do governo alemão, o projecto ExKoll investigou, durante dois anos, os benefícios da extrusão de polímeros. Além do teste de materiais, foi também desenvolvida uma análise de mercado de forma a determinar oportunidades para colectores de polipropileno extrudido.

Encontrar matérias-primas menos dispendiosas tem sido um dos grandes desafios do sector solar térmico. A indústria reconhece a necessidade de tornar a tecnologia mais competitiva, e, para esse efeito, a utilização de novos materiais, em alternativa nomeadamente ao cobre, é crucial.

Fonte: edificioseenergia.pt 08/04/15

 

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