Parâmetros de adequação

Parâmetros de adequação

A função da carcaça tem duas vertentes:

    1) Proteger e aguentar sobre si mesmo – com o peso de cada um dos elementos que constitui o coletor.
    2) Atuar de enlace com a estrutura – sobre a qual está instalado o coletor através dos bastidores e elementos de fixação previamente preparadas.

A carcaça deve manter estas características durante todo a sua vida útil. Não será aceitável ter que substituir algum destes elementos antes do prazo de vida útil do colector (20-25 anos) uma vez que se assim fosse, não amortizaríamos a instalação de forma eficaz, por causa das despesas extraordinárias, que no fundo são desnecessárias. Os parâmetros que determinarão a adequação da carcaça são:

        1) Rigidez da carcaça – ao serem instalados os colectores na cobertura dos edifícios, estes deverão resistir à pressão do vento.
        2) Resistência dos elementos de fixação em dois aspectos:

            a) Resistência mecânica.
            b) Resistência química à corrosão mediante a utilização da protecção apropriada.

        3) Resistência às variações de temperatura – sob acção das variações térmicas produz-se dilatação irregular que normalmente provoca:
            a) Desarticulação do equipamento, ao separarem-se as peças de montagem, perdas de estanquicidade, separação da chapa posterior, etc.
           b) Arqueação da carcaça, que pode deformar as juntas que unem a carcaça e a cobertura, assim como exercer uma má influência na vedação da cobertura e do isolamento

        4) Resistência à corrosão e à instabilidade química – A corrosão é provocada pelos agentes atmosféricos. Deve-se ter em consideração a qualidade e durabilidade do sistema de protecção que escolhemos (tintas, galvanizações, etc.). A radiação ultravioleta produz uma degradação química, que pode fragilizar o plástico, provocar o aparecimento de buracos e perder a estanquicidade.
        5) Arejamento interior dos colectores – As condensações de água destilada são corrosivas e aparecem com muita frequência. É necessário facilitar a drenagem para impedirmos que se produzam essas condensações. As duas técnicas utilizadas são:
            a) Coletores isolados do ar (possibilidade do colector dilatar com a pressão)
            b) Colectores isolados do água (furos na parte inferior da carcaça)
        6) Acumulação de gelo e neve no exterior da carcaça – É importante evitar que isto aconteça, quer se tivermos equipamentos que suportam bem estes agentes, quer não. Contudo, se acontecer , será necessário ser evacuado rapidamente, escorregando pela cobertura logo que haja radiação solar suficiente.

 

Revestimento anti-reflexo
 
As coberturas de vidro normalmente utilizadas reflectem cerca de 4% da radiação em ambos os lados da superfície do vidro. Este factor, em conjunto com a absorção da radiação pelo vidro, permite a transmissão de 91% da luz para o colector solar. Através de um tratamento das superfícies do vidro a reflexão é reduzida significativamente e a capacidade de transmitir a luz é aumentada de 91 para 96%. Neste processo a superfície da cobertura apresenta rugosidade reduzindo-se o índice de refracção de 1,53 para 1,3. Assim, a reflexão é reduzida ao mínimo.
Desta forma a eficiência óptica aumenta de 0,8 para 0,86, logo a eficiência do colector aumenta também. No que diz respeito aos colectores típicos a produção sobe 7% a 10%. Para além disso, os testes realizados durante sete anos ao ar livre provaram a estabilidade do revestimento anti-reflexo, reduzindo-se o aumento de transmissão de 5 para 4,5%.
Este processo de tratamento da cobertura é efectuado em circuito fechado, minimizando-se a produção de resíduos e de emissões. A água utilizada é tratada e reutilizada no processo de fabrico. Adicionalmente, são geradas pequenas quantidades de cálcio e minerais de silicone.

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